Neste mês de Março que agora começa a Santa Igreja Celebra no dia 19 desse mês, a festa de São José, o Castíssimo esposo de Maria, guardião da Sagrada Família.Nada mais adequado que refletirmos sobre a castidade de Maria, virtuosa mulher e esposa de quem São José aprendeu a viver tão bela e santa virtude.
Santo Afonso de Ligório nos afirma que ainda criança, a Virgem quis oferecer-se a Deus solenemente cumprindo uma promessa de seus pais, Joaquim e Ana, que haviam prometido consagrar sua prole ao serviço de Deus. Prontamente, a Celeste Menina, que desde o começo de sua vida havia consagrando-se inteiramente ao Senhor, quis apresentar-se-lhe no templo. S. Germano de Constantinopla nos afirma-nos que assim o fez a Imaculada Criança com apenas 3 anos de idade.
Foi já nessa época que fizera o voto de virgindade, e passou a praticar todas as virtudes. Nas palavras de São João Damasceno:”Plantada na casa de Deus, esta bela oliveira regada pelo Espírito Santo se fez habitação de todas as virtudes.” e ainda “Admirável e rápido foi o progresso na perfeição, e assim mereceu tornar-se um digno templo de Deus”.
Nas palavras de Sto. Afonso: “Após o pecado de Adão, e a consequente rebelião de nossos sentidos, não para homem virtude mais difícil de praticar do que a castidade.” Por ela luta-se todo dia, mas raramente se ganha a vitória. Mas para que não desanime-mos e tenhamos um exemplo vivo e belo de castidade o Senhor ensinou Maria, a Virgem das virgens, a ser para nós um exemplo dessa virtude.
Tão casta era a Santíssima Virgem que, na expressão de São Tomás, A sua beleza despertava em quantos a viam o amor à pureza. Não é de se estranhar, então, que São José tenha conservado sua virgindade. A Virgem tinha essa virtude em tão alta estima que estaria disposta a renunciar a Maternidade Divina para conserva-la, deduz isso de Lucas 1,34.
De Maria podemos por fim aprender os três meios para se alcançar a castidade: A mortificação, a fuga das ocasiões e a oração. Alma mais mortificada que Maria nunca encontraremos, especialmente mortificada nos olhos, para não voltar seu santo olhar sobre as coisas deste mundo, A Senhora aprendeu a sempre olhar para o céu. Hoje no céu, ela volta seu olhar para nós que precisamos de seu auxílio. A Fuga das ocasiões: sempre que uma situação, conversa ou companhia estiver nos levando ao pecado, fujamos! Não tenhas a covardia de ser "valente”; foge! (São Josemaría Escrivá, Caminho n.132). Por fim A Oração nos fortalece e nos arma para lutarmos pela nossa castidade. Sem trabalho e contínua oração a nenhuma virtude chegou nossa Rainha.
Termino esse pequeno texto com uma citação que, como quase todo o texto, tiro do livrinho Glórias de Maria, pérola preciosíssima da Literatura Cristã, do meu amado Doutor da Igreja Santo Afonso de Ligório.
(São João Damasceno)

0 comentários:
Postar um comentário